segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Mensagem de apoio - Volnei Rosalen

Queridos(as) colegas e amigos(as),

Considero que há dois fatos fundamentais que servem para analisar a história recente de nosso sindicato. (a) Pela primeira vez, desde a criação de nosso sindicato, numa greve longa, a categoria foi obrigada a compensar integralmente os dias parados ou aceitar o desconto do salário; (b) pela primeira vez desde a criação da data-base – conquistada no PCS de 2005 – não tivemos a reposição inflacionária integral do período, o que significa dizer que nosso salário diminuiu de tamanho.

Alguns acusarão a crise político-econômica do país. Mas não há dúvidas que dois acontecimentos como esses guardam estreita relação com o que foi feito de nosso sindicato.

Perdemos nossa capacidade de resistência; perdemos a capacidade de impor respeito frente à administração do TJ. Fomos levados a uma posição de pura aceitação de atrasados e passivos como se representassem grandes conquistas e “favores” e “bondades” dos dirigentes do TJ para com “seus” servidores.

Até o discurso sindical passou a ser muito mais um discurso de justificação das atitudes da administração do que expressão da vontade e da indignação da categoria. Para uma parte importante da direção do sindicato os servidores não tem opinião, nem pensamento, e eles simplesmente não ouvem os que dizem representar.

Mas não pode e não deve ser assim. Sindicato é uma organização incômoda. Não para a categoria. Incômoda para o empregador. Se o sindicato não incomoda, então algo anda muito mal. E para não deixar dúvida, incomodar não é bater na mesa, dizer palavrão e fazer bravata. Incomodar é ser firme e intransigente com a defesa dos interesses daqueles que o sindicato representa: os servidores. É ouvir e falar em nome dos servidores. O Sindicato tem que ser a voz dos que não tem voz, e a organização constante dos que são cotidianamente massacrados por uma estrutura autoritária, injusta e adoecida.

A eleição nos dá a oportunidade de reposicionar o sindicato. Não se trata de uma discussão entre presente e passado. Ninguém quer voltar ao passado, embora ele tenha muito mais conquistas do que o presente insista em tentar desconstruir. Trata-se de uma discussão sobre o futuro. Sobre o sindicato do amanhã, que possa aprender com os acertos e corrigir os erros do passado. Um sindicato que possa superar o presente e dar alento e esperança aos servidores(as).

E não tenho dúvida que este sindicato virá da Chapa 1 – Inovar. Encabeçada pelo colega Walmor Grando e composta por um conjunto de lideranças da greve de 2015 cuja história fala por si.

Eu, que participei do passado da organização dessa categoria também torço pelo seu futuro. Por isso SOU CHAPA 1  - SOU INOVAR.


Volnei Rosalen – presidente do Sinjusc 2001-2007; secretário geral da Fenajud – 2012 – 2014; E para que não tenham dúvida de minha condição e de onde estou: grevista que pagou os dias que fez de greve; servidor sem cargo comissionado; oficial de justiça lotado no TJ e colaborando na seção de apoio operacional da diretoria de cadastro e distribuição processual.

2 comentários:

  1. Poderia ter cargo comissionado e aí? você é bem inteligente, gente bôa, bem que merecia um cargo bem importante...aliás...quem tá perdendo é o TJSC

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  2. O sindicato pode e deve ser um cérebro compatível com a musculatura da categoria. Mais do que nunca, mais 3 anos com uma categoria acéfala, os prejuízos podem se tornar irreversíveis.

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